Ilca Maria Estevão

Lojas de grifes emblemáticas foram invadidas durante atos contra o custo de vida, em meio à escalada da tensão social na França

Bianca Tôrres, Ilca Maria Estevão

18/10/2026 15:19

Sener Yilmaz Aslan/Getty Images

As vitrines de algumas das maisons mais prestigiadas do mundo se tornaram cenário de depredação durante os protestos registrados na França nesse sábado (17/10). Lojas de grifes como Dior, Louis Vuitton e Hermès foram invadidas em meio às manifestações contra o alto custo de vida, que também atingiram estabelecimentos de outros segmentos em diferentes cidades do país.

Vem comigo ficar por dentro!

Richard Bord/Getty Images

“Redução de preços, não de direitos”

Louis Vuitton, Dior e Hermès saqueadas na França

Reconhecidas internacionalmente, marcas como Louis Vuitton, Dior e Hermès representam não apenas a tradição da moda francesa, mas também um mercado construído em torno da exclusividade, do prestígio e de produtos cujos preços restringem o acesso a uma parcela dos consumidores.
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Em Paris, Lyon e Marselha, lojas foram depredadas e mercadorias, levadas. Os registros chamaram a atenção pelas imagens de vitrines destruídas em estabelecimentos associados ao consumo de alto padrão. Os saques, no entanto, não se limitaram às grifes: supermercados, lojas de eletrônicos, comércios de cosméticos e outros negócios também foram atingidos.
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Protestos ocorreram na França nesse sábado (17/10)
Firas Abdullah/Anadolu via Getty Images
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Registro do protesto realizado neste sábado (17/10)
Georgios Kostomitsopoulos/NurPhoto via Getty Images
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Policial joga spray em protestante
Vincent Koebel/NurPhoto via Getty Images
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Protesto na França neste sábado (17/10)
Muhammed Said Tako/Anadolu via Getty Images
Moda, exclusividade e desigualdade
Em períodos de instabilidade econômica, a presença de produtos de alto valor nas vitrines contrasta com as dificuldades enfrentadas por parte da população para arcar com despesas básicas. As manifestações foram impulsionadas principalmente pela insatisfação com o custo de vida, a perda do poder de compra e outras tensões sociais e políticas.
Nesse cenário, as grandes maisons tornam-se símbolos visíveis de um mercado associado ao prestígio e à distinção social.
Tom Lartige Catillon/Getty Images
Lojas foram saqueadas
Tom Lartige Catillon/Getty Images
Vitrines quebradas


