A tarifa zero, que chegou a ser avaliada para integrar o plano de governo de Lula em caso de reeleição, será enviada ao Congresso a poucos dias do segundo turno eleitoral, com desafio da fonte de financiamento. O custo estimado da proposta é de R$ 10 bilhões por ano, e o governo terá de buscar recursos fora das emendas parlamentares.A possibilidade de bancar a medida com o apoio de deputados e senadores é a principal aposta do Planalto, mas foi descartada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Ele chegou a elogiar o teor do texto, que deve ser protocolado nesta semana, mas afastou a possibilidade atrelada à destinação de recursos de parlamentares. O plano de Lula é formalizar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que garanta a gratuidade no transporte público aos fins de semana e feriados. Aliados do petista veem essa adequação como um primeiro passo e consideram haver espaço para ampliar o benefício a todos os dias da semana. Nesse cenário, o custo estimado chegaria a R$ 90 bilhões por ano, conforme mostrou a coluna.A tarifa zero ainda estava em fase de análises do governo, mas passou a integrar o conjunto de medidas anunciado por Lula às vésperas da eleição. Entre outras iniciativas, estão o reajuste do Bolsa Família, que entrou em vigor nesta semana, o fim das bets e uma nova fase do programa de renegociação de dívidas Desenrola.As medidas buscam reverter o favoritismo do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), na disputa eleitoral. O senador terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos, ante 45,16% do presidente. Na segunda fase de campanha, Lula passou a aparecer em situações de empate técnico nas pesquisas de intenção de voto. O resultado será conhecido após a apuração das urnas, no próximo domingo, 25.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp



