Fábia Oliveira

O vereador de Cotia, em São Paulo, protocolou a solicitação da apreensão do passaporte do senador nesta segunda-feira (26/10)

Fábia Oliveira

26/10/2026 17:22

Reprodução/Redes sociais

Alexandre Frota afirmou à coluna Fábia Oliveira que teme uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro e explicou por que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão do passaporte do parlamentar. O vereador de Cotia, em São Paulo, protocolou a solicitação nesta segunda-feira (26/10), direcionada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

“Penso que assim como o sócio dele fugiu, ele também pode. Até o momento ninguém sabe do dinheiro do filme. Ele tem centenas de processos, vai perder o foro e conheço como o bolsonarismo pensa”, declarou Frota à coluna.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Frequência de envio: Diário

Ver todas

Ver todas as newsletters
Ao explicar a iniciativa, o vereador também fez críticas às intenções que atribui ao senador em relação às eleições e a possíveis mudanças na estrutura da Polícia Federal.
8 imagens
1 de 8
Alexandre Frota pede apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro
Reprodução/Redes sociais
2 de 8
Alexandre Frota
Reprodução/Redes sociais
3 de 8
Flávio Bolsonaro na TV Globo
Tv Globo
4 de 8
Hoje, Alexandre Frota é vereador em Cotia pelo PDT
Reprodução/redes sociais.
5 de 8
Flávio Bolsonaro com o relógio de seu pai, Jair Bolsonaro, durante sabatina do Jornal Nacional
6 de 8
Flávio Bolsonaro (PL)
Renato Pizzutto/Band
7 de 8
Alexandre Frota
Instagram/Reprodução
8 de 8
Flávio Bolsonaro (PL) chega em Brasília após votar no Rio
Reprodução/YouTube
“Ele só queria ganhar essas eleições por dois motivos. O primeiro: livrar a cara daquele vagabundo do pai dele. E o segundo motivo: tirar ele de todos os processos e transferir todos os delegados da Polícia Federal, mudar o diretor geral da Polícia Federal. Com o governador eleito no Rio de Janeiro sendo dele, o Douglas Ruas, ele ia conseguir mexer em toda a estrutura”, afirmou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Na sequência, Alexandre Frota sustentou que, em sua avaliação, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro permitiria que investigações não avançassem.
“Ou seja, ele ia apagar tudo, ia ficar ileso vivendo como se nada tivesse acontecido. O caso Vorcaro não ia pra frente, o Vorcaro ia ser liberado, ele não ia transformar o Comando Vermelho e o PCC em grupos narcoterrorismo… Então é por isso que eu solicitei [a apreensão do passaporte] rapidamente, eu conheço bem as figuras”, completou.
No documento enviado ao STF, Frota pede a adoção de uma medida cautelar para reter e apreender o passaporte do senador. A petição invoca o artigo 319, inciso V, do Código de Processo Penal, que prevê a possibilidade de proibição de deixar o país em determinadas circunstâncias, quando a medida for necessária à investigação ou à instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal.
O vereador argumenta que a providência seria necessária diante de pendências judiciais envolvendo Flávio Bolsonaro e cita o risco de fuga. No texto, afirma que a retenção do passaporte seria “plenamente razoável e proporcional” para garantir a efetividade do processo e o cumprimento de futuras determinações judiciais.
Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal
Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirmou que foi abordado por agentes no meio da rua, após sair do condomínio onde mora, no Lago Sul, em Brasília, a caminho da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
“Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele tá em prisão domiciliar. E quando eu tava saindo, a Polícia Federal do Lula tava na porta da casa dele e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também tô proibido de deixar o país”, declarou.
Flávio também disse que a decisão de Moraes se baseou em uma fala de Eduardo Bolsonaro, datada de 23 de outubro, sobre a possibilidade de deixar o Brasil caso perdesse a eleição. Na ocasião, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país.


