Um grupo de criminosos fingiu ser integrante da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e deu golpe de mais de R$ 3 mil em uma mulher, durante uma “falsa audiência”, alegando que ela havia ganhado R$ 30 mil em indenização. A tática usada era misturar informações de um processo real que a vítima participava e se passar por defensores públicos.Segundo a DPDF, os integrantes da quadrilha enviaram mensagens ao número da vítima em 4 de agosto, falando em nome do órgão. Ainda no dia seguinte, o grupo realizou uma vídeo-chamada com a mulher em relação a um processo iniciado em 2024, que estava em andamento, dizendo que ela tinha sido beneficiada com uma indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil.Os suspeitos continuaram se passando por defensores e orientaram a vítima a realizar uma transferência de pelo menos R$ 2 mil via Pix para movimentar a conta e liberar o dinheiro. Além disso, outros dois pagamentos foram feitos para contas bancárias diferentes, porém após o débito, o suposto dinheiro da indenização nunca foi depositado em sua conta. A vítima registrou boletim de ocorrência.Para Antônio Carlos Cintra, coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da DPDF, por utilizar informações verdadeiras que estão presentes em processos públicos, o gople fica difícil de ser identificado imediatamente pela vítima. “A Defensoria sempre alerta sobre esse tipo de golpe, que tem sido comum, e informa que não solicita qualquer pagamento”.Em depoimento a mulher contou que durante a transferência estava sob efeito de remédios e se sentia sonolenta e um pouco desorientada. De acordo com a Defensoria, após 30 minutos depois do primeiro pagamento, a mulher tentou cancelar a operação entrando em contato com seu banco, através da ferramente de Mecanismo Especial de Devolução (MED), mas as instituições para qual o dinheiro foi mandado não aceitaram a devolução.Em novo processo, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) reconheceu a razão da vítima e determinou bloqueio dos valores nas contas bancárias para as quais os pagamentos foram feitos. A DPDF aconselhou que não se deve fazer pagamentos, transferências ou depósitos para o desbloqueio de indenizações ou outros valores de qualquer ação judicial, e que em caso de dúvida não hesite em ligar para o órgão através do número 129.






