O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, tenta promover uma trégua nos embates na Corte. Os esforços, no entanto, não têm sido suficientes para arrefecer os ânimos entre os ministros.Fachin decidiu, por exemplo, retomar a rotina de julgamentos na Corte depois de três cancelamentos. Segundo interlocutores, porém, há um incômodo entre os magistrados com a possibilidade de a Corte transmitir a imagem de que estaria “passando pano quente” sobre a crise.Fontes ouvidas pelo R7 sob reserva avaliam que uma acomodação neste momento, na tentativa de preservar uma aparente harmonia, poderia transmitir a ideia de que o STF estaria relativizando a crise ou deixando de tomar as medidas necessárias para enfrentá-la. Parte dos ministros avalia que a Corte precisa demonstrar capacidade de superar a tensão e preservar sua autoridade institucional, sem passar uma imagem de fragilidade.O último movimento público da crise ocorreu na segunda-feira (21), quando o ministro André Mendonça contestou a decisão de Alexandre de Moraes de incluí-lo no Inquérito das Fake News e pediu a Fachin o arquivamento da representação.No documento, Mendonça afirmou que Moraes agiu de forma arbitrária, com desvio de finalidade e sem competência para tomar as decisões que o atingiram.Fachin tem conversado com ministros separadamente, na tentativa de restabelecer um tom de cordialidade, mas o clima na Corte não está propício para a pacificação.Interlocutores do tribunal relatam que as conversas promovidas pela presidência têm sido protocolares e com pouca eficácia prática. A avaliação de integrantes da Corte é de que o cenário atual exige firmeza, e não gestos simbólicos de conciliação que possam soar como recuo institucional.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp



