Mirelle Pinheiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu a corporação nesta terça (15/9) e afirmou que o afastamento é uma “falta de noção”

Letícia Guedes
15/09/2026 12:38, atualizado 15/09/2026 12:43
Reprodução/ TV Justiça
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, no dia 8 de setembro, por determinação do ministro André Mendonça, e afirmou que “isso não se faz”. A declaração foi feita durante sessão extraordinária para julgar se deve ser aberta ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes.
“Caso colocado às 10 horas da manhã para julgamento, pedi vista a 10h1, salvo engano, 10h4, o ministro Kassio já tinha votado. Eram 22 páginas. Às 10h6 no ministro Fux já tinha votado. Nenhum problema, mas com a experiência de velho magistrado de tantos anos, eu sabia que algo ia acontecer, que isso não poderia ocorrer”, afirmou.
O ministro ainda afirmou que “qualquer cidadão que tenha um mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado, submetido à hierarquia, não faria afastamento de um diretor geral da polícia”
“É como afastar o diretor, o presidente da Nasa ou tirar o comandante do Exército não se faz. O sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa”, criticou.
Ele ainda afirmou que submeter uma instituição que “já vive todos os problemas que tem” a esse “tipo de coisa” é uma falta de noção.
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