A Saudi Aramco, uma das maiores empresas de petróleo do mundo e patrocinadora da Copa do Mundo de 2026, teve sua sede atingida por um ataque na noite de terça-feira (13), na cidade de Dhahran, no leste da Arábia Saudita. A ofensiva foi atribuída aos houthis, grupo rebelde do Iêmen alinhado ao Irã.O ataque atingiu um prédio administrativo utilizado por altos executivos da companhia. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (14) pela Associated Press, os três andares superiores do edifício sofreram danos. Uma das autoridades ouvidas pela agência afirmou que o escritório do presidente-executivo da Aramco também estava entre os espaços atingidos.Não houve registro de vítimas no complexo.Os danos foram extensos e o incêndio alcançou vários andares. Apesar disso, as operações da empresa continuaram, com funcionários trabalhando remotamente e algumas atividades transferidas para outros escíritórios.O Ministério da Energia saudita confirmou o ataque e informou que houve um incêndio de proporções limitadas.A Aramco tem uma importância que vai muito além da Arábia Saudita. Controlada majoritariamente pelo governo do país, a companhia está entre as maiores produtoras de petróleo do planeta e ocupa uma posição estratégica no mercado internacional de energia.Nos últimos anos, a empresa também passou a ganhar espaço fora do setor petrolífero, especialmente por meio de investimentos e patrocínios esportivos.Em abril de 2024, a Aramco anunciou um acordo de parceria global com a FIFA, tornando-se patrocinadora oficial da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O contrato, válido até o final de 2027, também contempla a Copa do Mundo Feminina do próximo ano.A associação com o maior torneio de futebol do planeta ampliou a exposição internacional da marca saudita, que já mantém investimentos em outras modalidades esportivas.O ataque à sede da empresa acontece em meio à intensificação dos confrontos entre a Arábia Saudita e os houthis. O grupo afirmou ter lançado um míssil balístico contra Dhahran, enquanto as autoridades sauditas relataram a interceptação de outros projéteis e drones direcionados a diferentes pontos do país.Os houthis afirmam que suas ofensivas são uma resposta aos ataques sauditas contra áreas do Iêmen sob controle rebelde.A retomada dos confrontos aumenta a preocupação com a segurança de instalações estratégicas na região, especialmente as ligadas à produção e ao transporte de petróleo.Para a Arábia Saudita, os ataques representam mais um desafio em um momento de instabilidade regional. Para o mercado internacional, reacendem o temor de que a escalada militar possa comprometer instalações importantes para o abastecimento mundial de energia.O episódio coloca novamente no centro das atenções uma empresa conhecida tanto por sua influência no setor petrolífero quanto por sua presença em grandes eventos esportivos internacionais.Fique por dentro das principais notícias que movimentam a Diplomacia e Embaixadas. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp



