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Imagem da matéria: Executivo da Microsoft chamou uso de notícias para treinar IA de “maior roubo de trabalho da história” · Imagem: Source: olhardigital.com.br

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Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo · Imagem: Source: olhardigital.com.br

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Executivo da Microsoft chamou uso de notícias para treinar IA de “maior roubo de trabalho da história”
Executivo da Microsoft chamou uso de notícias para treinar IA de “maior roubo de trabalho da história” · Imagem: Source: olhardigital.com.br

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Executivo da Microsoft chamou uso de notícias para treinar IA de “maior roubo de trabalho da história”
Executivo da Microsoft chamou uso de notícias para treinar IA de “maior roubo de trabalho da história” · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Documentos judiciais recém-divulgados no processo movido pelo The New York Times contra OpenAI e Microsoft revelam preocupações internas das empresas sobre o uso de notícias para treinar sistemas de inteligência artificial.

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As mensagens mostram funcionários alertando que os produtos poderiam substituir parte do trabalho jornalístico e criar um ciclo de enfraquecimento da produção de conteúdo na internet. O material também traz críticas ao uso de artigos protegidos por direitos autorais.

Executivos alertaram sobre impacto da IA

Um dos principais nomes citados nos documentos é Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft. Em um dos registros, ele classificou a coleta de conteúdo para treinamento de IA como o “maior roubo de trabalho da história da humanidade”.

Hecht também alertou para o início de um “ciclo de retroalimentação negativa” na internet. A expressão “doom loop”, usada no documento original, descreve uma situação em que os sistemas de IA prejudicariam justamente a produção de conteúdo da qual dependem.

Outra preocupação apareceu em declarações de Nick Turley, responsável pela equipe que desenvolvia o ChatGPT. Em junho de 2023, ele escreveu que a IA representava uma “ameaça existencial” para empresas jornalísticas.

Em fevereiro de 2024, Turley afirmou que os produtos de IA se tornariam cada vez mais capazes de substituir o conteúdo original à medida que melhorassem.

Documentos também mostram que, em fevereiro de 2023, um engenheiro de software da OpenAI escreveu aos colegas que, independentemente de como os links fossem apresentados, os usuários não necessariamente clicariam neles.

Disputa envolve uso de artigos protegidos

O processo foi aberto pelo The New York Times no fim de 2023. Outros 11 veículos de imprensa também aderiram à ação, que discute o uso de milhões de artigos no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.

Os veículos afirmam que OpenAI e Microsoft copiaram conteúdos protegidos por direitos autorais sem autorização ou pagamento para treinar seus modelos.

As empresas, por outro lado, argumentam que esse uso é protegido pelo “uso justo” (fair use), conceito da legislação que permite determinadas utilizações de obras protegidas.

OpenAI e Microsoft sustentam que os artigos são transformados em um novo tipo de produto pelos sistemas de IA e que ferramentas como o Copilot não substituem o jornalismo produzido pelos veículos.

Documentos citam conteúdo protegido por assinatura

O material também menciona discussões sobre o acesso a conteúdos protegidos por barreiras de assinatura, conhecidas como paywalls.

Em uma mensagem, um funcionário da OpenAI informou Greg Brockman, presidente da empresa, sobre uma forma de contornar o bloqueio de acesso a uma reportagem do The New York Times. Brockman respondeu positivamente à informação.

Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft, afirmou em depoimento que qualquer conteúdo protegido por assinatura deveria ser licenciado por quem quisesse utilizá-lo.

Nadella também declarou que, caso soubesse que a OpenAI havia coletado informações protegidas por assinatura para treinar seus modelos, teria usado o direito da Microsoft de exigir um novo treinamento dos sistemas.

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A Microsoft se distanciou das declarações de Hecht. O porta-voz Alex Haurek afirmou ao The Verge que os comentários representavam a perspectiva individual de um funcionário e não eram uma análise jurídica nem a posição da companhia.

Segundo a empresa, Hecht também trabalhava como pesquisador acadêmico e tinha a função de apresentar perspectivas divergentes e de longo prazo sobre o uso de dados em sistemas de inteligência artificial.

O caso está sendo analisado pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. O juiz Sidney H. Stein avalia pedidos para decidir a disputa sem a necessidade de um julgamento completo, enquanto documentos do processo continuam sendo divulgados.

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Tags: Inteligência Artificial Microsoft new york times OpenAI The New York Times