O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista a um podcast nos Estados Unidos nesta sexta-feira (23/10), que é preciso “mandar os fuzileiros navais” caso o irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), perca a eleição neste segundo turno.A declaração do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi dada ao vivo, no estúdio, durante o podcast “Louder with Crowder”, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder.Eduado, ao ser questionado por um espectador no chat sobre o que a família faria diante de uma eventual derrota, respondeu em tom de brincadeira: “Mandar os fuzileiros navais”, disse rindo, em seguida.O apresentador norte-americano, porém, levou a fala a sério e comentou a possibilidade de uma reação política da esquerda brasileira.“Haveria gente na esquerda furiosa com isso. Gente nas ruas dizendo que isso é construção de nação, que somos um império do mal. Mas esse é um exemplo perfeito do que está errado. Alguma coisa tem que ser feita, a não ser que vocês consigam fazer um ataque de helicóptero para arrancar os telhados da prisão”, afirmou Crowder.Na sequência, Eduardo defendeu que o irmão deixe o Brasil se perder a disputa. Segundo ele, Flávio ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.“Teve uma parte do debate em que o Lula disse: olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão”, declarou. Leia também BrasilLula diz que Eduardo Bolsonaro instiga “golpe contra o Brasil” nos EUA BrasilFlávio descarta cargo a Eduardo, mas não ao pai: “Não está no radar” BrasilFlávio ataca Moraes por ordem contra Eduardo: “Não vai dar em nada” MundoEm live com Flávio e Eduardo, Espriella diz que se inspirou em Bolsonaro Eduardo volta a questionar urnas eletrônicasNa mesma entrevista, Eduardo colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. “O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema”, disse.“Nós usamos um sistema eletrônico totalmente centralizado. O que significa que você precisa confiar nos 20 burocratas que contam os votos em Brasília. E, no fim do dia, você precisa esperar eles dizerem quem é o ganhador”, completou.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que nunca houve comprovação de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras.









