Vinicius Passarelli

Deputado federal Cezinha de Madureira foi filiado ao PL em março deste ano junto com aliado da Assembleia de Deus Ministério de Madureira

Vinicius Passarelli
14/09/2026 09:57, atualizado 14/09/2026 10:01
Divulgação/Imagem cedida ao Metrópoles
Aliado de André Mendonça, o deputado federal Cezinha de Madureira, alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14/9), trocou o PSD de Gilberto Kassab pelo PL de Flávio Bolsonaro em março deste ano.
A filiação ocorreu junto com o deputado estadual Oséias de Madureira, em evento que contou com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto (foto em destaque).
Cezinha e Oséias são pastores ligados ao Ministério de Madureira da Assembleia de Deus. O movimento foi coordenado pelo bispo Samuel Ferreira, presidente executivo da Convenção Nacional das Assembleias de Deus – Ministério de Madureira.
Pouco depois, o religioso declarou apoio à candidatura de Ronaldo Caiado (PSD), o que causou estranheza entre aliados. Em São Paulo, Cezinha é próximo do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
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Operação da PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta segunda-feira (14/9), operação contra grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais. Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal e em São Paulo.
Entre os alvos de busca e apreensão, estão o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e a esposa do parlamentar, Valéria Linhares.
Segundo a investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros e acertado pagamentos que dependiam do resultado de processos em andamento. Em troca, alegavam que poderiam influenciar as decisões.
A PF ressalta que não encontrou elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário no esquema investigado. As buscas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e fazem parte da terceira fase da Operação Transparência.
A investigação começou em dezembro de 2025 para apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. No decorrer das apurações, a PF encontrou indícios que levaram a essa nova frente sobre a suposta negociação de influência em processos judiciais.
Os investigadores apuram possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

