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A crise entre Flávio e Michelle ocorreu em junho, após divergências sobre alianças para a eleição estadual e candidaturas ao Senado

Felipe Salgado

06/10/2026 17:00

Arte Metrópoles

Os principais nomes apoiados por Flávio Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro (PL) no Ceará não conseguiram se eleger no primeiro turno. Os dois divergiram sobre as alianças para a eleição no estado, o que provocou uma crise entre eles em junho.

Flávio deu apoio velado a Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará e a Alcides Fernandes (PL) para o Senado, em uma estratégia para tentar derrotar o PT no estado. Michelle defendeu Eduardo Girão (Novo) para o governo e a vereadora Priscila Costa (PL) para a Câmara dos Deputados.

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Michelle apoiava Priscila Costa para o Senado
@priscilacosta/ redes sociais/ reprodução
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Presidente do PL no Ceará, André Fernandes
Agência Câmara
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Ciro Gomes foi derrotado na disputa pelo governo do Ceará
Gustavo Moreno/Metrópoles
Ciro foi derrotado no primeiro turno por Elmano de Freitas (PT) na disputa pelo governo do Ceará. O petista recebeu 53,19% dos votos, enquanto Ciro teve 46,22%.
Alcides Fernandes ficou em quarto lugar na disputa pelas duas vagas do Ceará no Senado. Cid Gomes e Luizianne foram eleitos, enquanto Capitão Wagner terminou em terceiro.
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Priscila Costa também não conseguiu se eleger deputada federal. Ela recebeu 0,86% dos votos.
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Treta e trégua entre Flávio e Michelle
A divergência entre Flávio e Michelle veio a público em junho, durante as discussões sobre as alianças eleitorais no Ceará.
Michelle criticou abertamente a condução das negociações dirigidas por Flávio Bolsonaro e André Fernandes, presidente estadual do PL.
A ex-primeira-dama expressou descontentamento com o descarte da candidatura de Priscila Costa ao Senado e com o recuo no apoio a Eduardo Girão.
Para ela, a aproximação com o grupo de Ciro Gomes representava um abandono dos princípios do partido em favor do pragmatismo político.
Michelle afirmou ainda que decisões arbitrárias e acordos de bastidores desrespeitavam a militância e a ala conservadora da sigla.
A ex-primeira-dama relatou ter sido tratada com rispidez por Flávio em uma ligação telefônica, na qual o senador teria dito que ela “havia chegado ontem” e não entendia de política partidária.
Michelle classificou a conduta como humilhante e anunciou o seu afastamento da presidência do PL Mulher.
No mês seguinte, em julho, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em tom de reconciliação, pedindo desculpas por “momentos que causaram desconforto” e declarando que “ninguém é perfeito” e que “o que nos une é muito maior do que qualquer diferença”.
Michelle respondeu em outro vídeo, afirmando que aceitava o pedido e recebia as palavras “com paz”, selando a reconciliação do grupo político para o período eleitoral.
